Scielo RSS <![CDATA[Perspectiva Geográfica]]> http://www.scielo.org.co/rss.php?pid=0123-376920240003&lang=en vol. 29 num. SPE lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.org.co/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.org.co <![CDATA[Vitivinicultura en las Américas]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0123-37692024000300001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[Wine & status: sociocultural dynamics of wine consumption from the perspective of Global History]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0123-37692024000300002&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo. O presenta artigo disserta acerca dos aspectos históricos do consumo global de vinho e a noção de status e distinção social. A análise apresenta-se através do campo da História Global, utilizando-se de revisão bibliográfica e fontes relacionadas para tecer uma narrativa crítica e atual sobre o tema. O consumo do vinho está intrinsecamente relacionado a fatores histórico-geográficos e socioculturais, revelando processos imbricados por relações assimétricas de poder, hierarquia de classes, capital econômico e cultural, predileções e exclusões. A valorização de determinados lifestyles como, neste caso, o consumo conspícuo de vinhos é um fenômeno social subjetivo construído, cada vez mais, através da publicidade e das redes presenciais e virtuais, passível de mudanças contínuas. A análise da trajetória histórica do consumo de vinho como símbolo de status social representa uma interessante oportunidade para a superação de um "mundo do vinho" convencional e colonialista e insere os historiadores no atual debate por uma vitivinicultura mais sustentável e responsável com os trabalhadores vitivinícolas, o meio ambiente das regiões produtoras e o respeito à saúde do consumidor final.<hr/>Abstract. This article discusses the historical aspects of global wine consumption and the notion of status and social distinction. The analysis is presented through the field of Global History, using bibliographical review and related sources to weave a critical and current narrative on the topic. Wine consumption is intrinsically related to historical-geographical and sociocultural factors, revealing processes intertwined with asymmetrical power relations, class hierarchy, economic and cultural capital, predilections and exclusions. The appreciation of certain lifestyles such as, in this case, the conspicuous consumption of wine is a subjective social phenomenon increasingly constructed through advertising and in-person and virtual networks, subject to continuous change. The analysis of the historical trajectory of wine consumption as a symbol of social status represents an interesting opportunity to overcome a conventional and colonialist "wine world" and inserts historians in the current debate for a more sustainable and responsible wine industry with wine workers, the environment of the producing regions and respect for the health of the final consumer.<hr/>Resumen. Este artículo analiza los aspectos históricos del consumo mundial de vino y la noción de estatus y distinción social. El análisis se presenta a través del campo de la Historia Global, utilizando revisión bibliográfica y fuentes relacionadas para tejer una narrativa crítica y actual sobre el tema. El consumo de vino está intrínsecamente relacionado con factores histórico-geográficos y socioculturales, revelando procesos entrelazados con relaciones de poder asimétricas, jerarquía de clases, capital económico y cultural, predilecciones y exclusiones. La valoración de determinados estilos de vida como, en este caso, el consumo conspicuo de vino es un fenómeno social subjetivo cada vez más construido a través de la publicidad y las redes presenciales y virtuales, sujeto a continuos cambios. El análisis de la trayectoria histórica del consumo de vino como símbolo de estatus social representa una interesante oportunidad para superar un "mundo del vino" convencional y colonialista e inserta a los historiadores en el debate actual por una industria vitivinícola más sostenible y responsable con los trabajadores del vino, el medio ambiente. de las regiones productoras y el respeto a la salud del consumidor final. <![CDATA[Non-Iberian immigrant contribution to the viticulture and wine production in the South Region of Brazil: case of the Germans]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0123-37692024000300003&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo. O objetivo do presente artigo é analisar, reconhecer e resgatar o papel dos imigrantes europeus, com destaque para os alemães e italianos, no desenvolvimento da vitivinicultura brasileira, notadamente da Região Sul, reescrevendo sua narrativa histórica. Para alcançar essa proposta, optou-se, em primeiro lugar, por fazer uma análise histórica da presença dos germânicos, ressaltando aqueles que se dedicaram a essa atividade agroindustrial, localizando, geograficamente, as primeiras colônias e sua produção. Como metodologia foi analisado um referencial bibliográfico de literatura especializada, mapas, registros e pesquisas temáticas. Os alemães não empregaram mão de obra dos escravizados. Apesar de não terem continuidade e obtido o mesmo êxito dos italianos, verificou-se que, no Rio Grande do Sul, os germânicos implementaram a vitivinicultura desde o início de sua colonização, dando suporte e sendo solidários com os imigrantes italianos que chegaram ao Brasil, cinquenta anos depois, fornecendo-lhes o apoio logístico, ferramentas, pousada e mudas de diversas cepas. A imigração italiana foi o principal vetor da difusão e modernização da vitivinicultura brasileira, criando a única região consolidada: Serra Gaúcha. No entanto, o atual nível elevado de qualidade da produção de vinhos que alcançamos tem seus precedentes e precursores que precisam ser resgatados e valorizados. Em segundo lugar, buscou-se fazer um levantamento das regiões vitivinicultoras tradicionais e as modernas de Santa Catarina, que receberam esses imigrantes, respectivamente, a IP Litoral Sul e a IP Planalto Catarinense. Com o processo de globalização é importante enfrentar os concorrentes, lutando pela criação de selos de Indicação Geográfica locais como estratégia de competitividade.<hr/>Abstract. The purpose of this study was to analyse, recognize and rescue the role of European immigrants, focusing on German and Italian citizens, in the development of Brazilian viticulture and wine production, in South Region, rewriting the historical narrative. To reach this goal preliminarily, an analysis of German immigration process was made, focusing on those who expanded this agroindustry activity, geolocating the first colonial productive areas. As methodology were analysed a specialized literature bibliography, maps and records of historical research. German settlers didn't employed slave labour. Despite not having continued and not obtained the same progress as Italian immigrants, was verified that, on the state of Rio Grande do Sul, German had implemented vineyards and wineries since the beginning of their colonization, sponsoring and helping the Italian immigrants who arrived, in Brazil, fifty years later, that was fundamental to the development of this beginning agroindustry activity. They provided logistic support, tools, stay and grapes seedings. Italian immigration was the main vector of Brazilian winemaking diffusion modernization, building the only merged winegrowing region: Serra Gaúcha. However, the current level of the wine quality that Brazil had reached, presents their precedents and precursors that must be rescued. In second place, data survey of the traditional and modern wine production areas in the state of Santa Catarina that received these immigrants was researched, that is, IPs South Coast and Santa Catarina Plateau were highlighted. Under the globalization process it is important to face competitors, fighting for implementing local Geographic Indication as competitiveness strategy.<hr/>Resumen. El objetivo de este trabajo es analizar, reconocer y rescatar el papel de los inmigrantes europeos con énfasis para los alemanes e italianos para el desarrollo de la vitivinicultura brasileña, especialmente de la Región Sul, rescribiendo su narrativa histórica. Para alcanzar esa propuesta, buscamos, en primer lugar, por hacer un análisis histórico de la presencia de los germánicos, con destaque para aquellos que dedicaran a esa actividad agroindustrial, ubicando, geográficamente, las primeras colonias y su producción. Como metodología fue analizado un referencial bibliográfico de la literatura especializada, mapas, documentos y pesquisas históricas. Los alemanes no utilizaron mano de obra de esclavizados. Aunque de no tener continuidad y obtener igual éxito de los italianos, verificamos que, en Rio Grande do Sul, los germánicos implementaron la vitivinicultura desde el comienzo de su colonización, dándoles suporte y teniendo solidaridad con los inmigrantes italianos que llegaran al Brasil, cincuenta años después. La inmigración italiana fue el principal vector de la difusión y modernización de la vitivinicultura brasileña, formando una única región consolidada: Serra Gaúcha. Sin embargo, el actual nivel elevado de calidad de la producción vinícola que alcanzamos tiene sus precedentes y precursores que necesitan ser rescatados y valorizados. En según lugar, buscamos hacer un levantamiento de las regiones vitivinicultoras tradicionales y las modernas de Santa Catarina, que recibieron estos inmigrantes. Así, respectivamente, la IP Litoral Sul y IP Planalto Catarinense. Bajo el proceso de globalización es importante enfrentar los competidores, luchando por la creación de sellos de Indicación Geográfica como estrategia de competitividad. <![CDATA[The Quality Shift: A Sociological Approach to the winemaking in the Province of Teramo, Abruzzo and the possible development through wine tourism]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0123-37692024000300004&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen. En este artículo se traza la historia del desarrollo de la producción de vino en el Abruzo, una región en el centro de Italia, en la provincia de Teramo, a través de la investigación bibliográfica. Se centra en el cambio de paradigma adoptado durante la segunda mitad del siglo pasado, cuando los vinicultores comenzaron a orientarse hacia la producción de vinos de calidad, incluso a expensas de la cantidad. El marco teórico sobre la sociedad moderna y sus implicaciones con tradiciones e innovaciones se basa en las ideas de Beck et al. (1997), según las cuales la tradición se considera un medio para replicar el pasado. La hipótesis aquí es que el patrimonio cultural representado por el vino, la producción de vino y lo que estos pueden crear (es decir, el paisaje) pueden convertirse en verdaderos impulsores del turismo en el norte del Abruzo, como sucedió en Mendoza, Argentina. En el contexto del desarrollo regional y la innovación, hay esperanzas de un mayor énfasis en el enoturismo, capaz de generar desarrollo social y económico y una mayor protección del territorio, como se ha visto en Argentina. Las investigaciones revelan el potencial no aprovechado de la región italiana, principalmente debido a obstáculos tecnológicos. En este sentido, la literatura respalda la idea de que las rutas del vino podrían ser un medio válido para promover y desarrollar la cultura y el patrimonio local.<hr/>Abstract. This article retraces the history of development of winemaking in Abruzzo, a region in central Italy, through bibliographic research. It focuses on the paradigm shift adopted during the second half of the past century when winemakers began to shift towards the production of quality wine, even at the expense of quantity. The theoretical background on modern society and its implications with traditions and innovations stems from Beck et al. (1997), where tradition is considers to be a means to replicate the past. The hypothesis here is that the cultural heritage represented by wine, winemaking and what these can create (i.e., the landscape) can become true drivers for tourism in Northern Abruzzo, as they did in Mendoza, Argentina. In the context of regional development and innovation, there is a hope for a greater emphasis on wine tourism, capable of bringing about social and economic development and greater protection of the territory, as seen in Argentina. The investigations reveal the untapped potential of the Italian region, mainly due to technological setbacks. In this sense, literature supports the idea that The wine roads could be a valid way to promote and develop local culture and heritage.<hr/>Resumo. Este artigo retraça a história do desenvolvimento da produção de vinho em Abruzzo, uma região no centro da Itália, por meio de pesquisa bibliográfica. Ele se concentra na mudança de paradigma adotada durante a segunda metade do século passado, quando os vinicultores começaram a se orientar para a produção de vinhos de qualidade, mesmo às custas da quantidade. O embasamento teórico sobre a sociedade moderna e suas implicações com tradições e inovações deriva das ideias de Beck et al. (1997), onde a tradição é considerada um meio de replicar o passado. A hipótese aqui é que o patrimônio cultural representado pelo vinho, pela produção de vinho e pelo que estes podem criar (ou seja, a paisagem) podem se tornar verdadeiros impulsionadores do turismo no norte de Abruzzo, assim como ocorreu em Mendoza, Argentina. No contexto do desenvolvimento regional e inovação, há a esperança de uma maior ênfase no enoturismo, capaz de gerar desenvolvimento social e econômico e uma maior proteção do território, como visto na Argentina. As investigações revelam o potencial não explorado da região italiana, principalmente devido a contratempos tecnológicos. Nesse sentido, a literatura apoia a ideia de que as rotas do vinho poderiam ser um meio válido para promover e desenvolver a cultura e o patrimônio local. <![CDATA[Viticulture in Jumilla (Spain). Contributions to sustainable territorial development]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0123-37692024000300005&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen. El desarrollo sostenible es un concepto que aparece por primera vez con la publicación del Informe Brundtland (Comisión Mundial sobre Medio Ambiente y Desarrollo, 1987), que alertaba de las consecuencias medioambientales negativas del desarrollo económico y la globalización y trataba de buscar posibles soluciones a los problemas derivados de la industrialización y el crecimiento de la población sobre el paisaje y el territorio. La viticultura supone una práctica agrícola respetuosa con el medioambiente y, concretamente, en el estudio de caso que nos ocupa, cuyo tema es la denominación de origen de Jumilla, ha sido uno de los principales motores económicos de este territorio. La viticultura supone importantes oportunidades para el desarrollo económico y social, consolida puestos de trabajo y respeta el equilibrio medioambiental. A través de la metodología ofrecida por análisis de debilidades, amenazas, fortalezas y oportunidades (DAFO) y la explotación de datos estadísticos ofrecidos por organismos oficiales, se observa la creciente importancia de cultivos de temporada que están sustituyendo a las plantaciones de viñedo y otros cultivos tradicionales, ya que ofrecen mayor rentabilidad, aunque producen efectos medioambientales negativos por el uso de pesticidas, así como un consumo de agua que pone en peligro la capacidad de recarga de los acuíferos. Es necesario incrementar el cultivo de la vid y promover nuevas actividades relacionadas con el enoturismo que puedan ayudar a la competitividad del cultivo a través de una rentabilidad competitiva que ayudará a fijar población y salvaguardar el valor de la tierra, sus paisajes y un patrimonio ambiental heredado desde hace casi dos milenios.<hr/>Abstract. Sustainable development is a concept that appears for the first time with the publication of the Brundtland Report (World Commission on Environment and Development, 1987), which warned of the negative environmental consequences of economic development and globalization and tried to find possible solutions to the problems derived from industrialization and population growth on the landscape and territory. Viticulture is an agricultural practice that respects the environment and, specifically, in the case study at hand, whose topic, the designation of origin of Jumilla, has been one of the main economic drivers of this territory. Viticulture represents important opportunities for economic and social development, consolidates jobs and respects environmental balance. Through the methodology offered by analysis of weaknesses, threats, strengths, opportunities (swot) and the exploitation of statistical data offered by official organizations, the growing importance of seasonal crops that are replacing vineyard plantations and other crops is observed. traditional, since they offer greater profitability, although they produce negative environmental effects due to the use of pesticides, as well as water consumption that endangers the recharge capacity of aquifers. It is necessary to increase vine cultivation and promote new activities related to wine tourism that can help the competitiveness of the crop through competitive profitability that will help establish the population and safeguard the value of the land, its landscapes and an inherited environmental heritage. for almost two millennia<hr/>Resumo. O desenvolvimento sustentável é um conceito que surge pela primeira vez com a publicação do Relatório Brundtland (Comissão Mundial sobre Ambiente e Desenvolvimento, 1987), que alertou para as consequências ambientais negativas do desenvolvimento económico e da globalização e tentou encontrar possíveis soluções para os problemas derivados da industrialização e do crescimento populacional na paisagem e no território. A viticultura é uma prática agrícola que respeita o ambiente e, especificamente, no caso de estudo em apreço, cujo tema, a denominação de origem Jumilla, tem sido um dos principais motores económicos deste território. A viticultura representa importantes oportunidades de desenvolvimento económico e social, consolida empregos e respeita o equilíbrio ambiental. Através da metodologia oferecida pela análise de fraquezas, ameaças, forças, oportunidades (swot) e pela exploração de dados estatísticos oferecidos por organismos oficiais, observa-se a crescente importância das culturas sazonais que estão a substituir as plantações de vinha e outras culturas tradicionais, uma vez que oferecem. maior rentabilidade, embora produzam efeitos ambientais negativos devido ao uso de pesticidas, bem como ao consumo de água que põe em risco a capacidade de recarga dos aquíferos. É necessário aumentar a cultura da vinha e promover novas atividades relacionadas com o enoturismo que possam ajudar a competitividade da cultura através de uma rentabilidade competitiva que ajude a fixar a população e a salvaguardar o valor da terra, das suas paisagens e de um património ambiental herdado há quase dois milénios <![CDATA[Geographical indications systems, a debate in transformation. Reflections from emerging wine regions and countries]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0123-37692024000300006&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen. En el agronegocio del vino, las representaciones colectivas, como los sistemas de indicaciones geográficas, se crean para proteger la calidad y diferenciar cada región productora en el mercado nacional e internacional. En la actualidad, la diversidad del escenario vitivinícola global, las nuevas demandas de los consumidores y los cambios socioambientales están invitando a repensar este tipo de sistemas de protección de la calidad y a enriquecer el debate en relación con las posibles alternativas a estos. En ese contexto, el presente trabajo explora las opiniones acerca de dicho debate desde regiones y países vitivinícolas emergentes, como es el caso de Sonora, en México. Estos espacios se encuentran en una fase de crecimiento, experimentación y desarrollo que permite analizar cómo se percibe la posibilidad de adoptar y regular modelos de protección geográfica y los desafíos asociados a este tipo de estrategias de clasificación y valorización. Asimismo, a nivel más amplio, este análisis busca reflexionar respecto a la creación de formas alternativas de diferenciar y representar colectivamente la calidad y el valor asociado al lugar de origen de la producción vitivinícola. Lo anterior, finalmente, con el objetivo de comprender en profundidad los cambios a los que se enfrenta la diversificación y transformación de la industria vitivinícola actual en América Latina y a nivel global.<hr/>Abstract. In wine agribusiness, collective representations such as geographical indication systems are created to protect quality and differentiate each producing region in the national and international markets. The diversity of the global wine scene, new consumer demands, and socio-environmental changes are inviting us to rethink this quality protection system and enrich the debate concerning possible alternatives. This work explores the opinions about this debate from emerging wine regions and countries such as Sonora in Mexico. These spaces are in a growth, experimentation, and development phase that allows us to analyse how the possibility of adopting and regulating geographical protection models is perceived and the challenges associated with this classification and valorisation strategy. Likewise, at a broader level, this analysis seeks to reflect on the creation of alternative ways to differentiate and collectively represent the quality and value associated with the place of origin of wine production. Finally, the above aims to contribute to a better understanding of the changes faced by the diversification and transformation of the current wine industry in Latin America and globally.<hr/>Resumo. Na agroindústria vitivinícola, são criadas representações coletivas como sistemas de indicação geográfica para proteger a qualidade e diferenciar cada região produtora nos mercados nacionais e internacionais. A diversidade do panorama vitivinícola global, as novas exigências dos consumidores e as mudanças socioambientais convidam-nos a repensar este sistema de proteção da qualidade e a enriquecer o debate sobre possíveis alternativas. Este trabalho explora opiniões sobre este debate de regiões vinícolas emergentes e países como sonora, no México. Estes espaços encontram-se numa fase de crescimento, experimentação e desenvolvimento que permite analisar como se percebe a possibilidade de adoção e regulação de modelos de proteção geográfica e os desafios associados a esta estratégia de classificação e valorização. Da mesma forma, a um nível mais amplo, esta análise procura refletir sobre a criação de formas alternativas de diferenciar e representar coletivamente a qualidade e o valor associados ao local de origem da produção do vinho. Por fim, o exposto visa contribuir para uma melhor compreensão das mudanças enfrentadas pela diversificação e transformação da atual indústria vinícola na América Latina e no mundo. <![CDATA[Discursive constructions of new wine companies in the province of San Juan, Argentina]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0123-37692024000300007&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen. Durante la década de 1990, en la provincia de San Juan, Argentina, se promovieron una serie de proyectos agrícolas que produjeron una reorganización territorial de la frontera del vino. Dichas transformaciones impulsadas por la Ley 22.021 se dieron en un contexto de críticas hacia la política de diferimientos. El objetivo de la presente investigación fue analizar las nuevas construcciones discursivas emergentes a partir de dicha política abor dando la trayectoria de la identidad regional y sus tensiones. A partir de un diseño de inves tigación flexible que combinó técnicas de análisis documental, análisis de datos estadísticos y entrevistas en profundidad, se indagó en las estrategias discursivas adoptadas por las empre sas beneficiadas con diferimientos. Se concluye que esta nueva etapa provocó tensiones en la identidad tradicional vitivinícola. La llegada de nuevas empresas y la diversificación hacia la olivicultura, impulsada por estos incentivos fiscales, contribuyeron a la transformación de la narrativa identitaria centenaria de San Juan. Las tradicionales valoraciones agrarias sobre las que la vitivinicultura había descansado fueron desplazadas por una construcción menos co hesiva, es decir, más particularizada, empresa por empresa, lo cual marcó una diferenciación identitaria con el período anterior. A su vez, se dio un proceso de reapropiación material y simbólica donde se fusionaron imágenes tradicionales con otras nuevas.<hr/>Abstract: During the 1990s in the province of San Juan-Argentina, a series of agricultural projects were promoted that produced a territorial reorganization of the wine frontier. These transformations, promoted by Law 22.021, took place in a context of criticism of the deferral policy. The objective of this research was to analyse the new discursive constructions emerging from this policy, addressing the trajectory of regional identity and its tensions. Based on a flexible research design that combined documentary analysis techniques, statistical data analysis and in-depth interviews, the discursive strategies adopted by the companies that benefited from deferrals were investigated. It is concluded that this new stage caused tensions in the traditional winegrowing identity. The arrival of new companies and the diversification towards olive growing, driven by these tax incentives, contributed to the transformation of San Juan's centuries-old identity narrative. The traditional agrarian valuations on which viticulture had rested were displaced by a less cohesive construction. That is to say, more particularized, company by company, marking an identity differentiation with the previous period. At the same time, there was a process of material and symbolic reappropriation in which traditional images were merged with new ones.<hr/>Resumo: Durante a década de 1990, na província de San Juan-Argentina, foi promovida uma série de projetos agrícolas que produziram uma reorganização territorial da fronteira vitivinícola. Estas transformações, promovidas pela Lei 22.021, tiveram lugar num contexto de crítica à política de adiamento. O objetivo desta investigação foi analisar as novas construções discursivas que emergiram como resultado desta política, abordando a trajetória da identidade regional e as suas tensões. Utilizando um desenho de pesquisa flexível que combinou técnicas de análise documental, análise de dados estatísticos e entrevistas em profundidade, foram investigadas as estratégias discursivas adoptadas pelas empresas beneficiárias do diferimento. Conclui-se que esta nova etapa provocou tensões na identidade vitivinícola tradicional. A chegada de novas empresas e a diversificação para a olivicultura, impulsionadas por estes incentivos fiscais, contribuíram para a transformação da narrativa identitária secular de San Juan. As valorizações agrárias tradicionais em que assentava a viticultura foram substituídas por uma construção menos coesa. Ou seja, mais particularizada, empresa a empresa, marcando uma diferenciação identitária com o período anterior. Simultaneamente, assistiu-se a um processo de reapropriação material e simbólica em que as imagens tradicionais se fundiram com novas imagens. <![CDATA[Corporate disputes around the creation of wine geographical indications in Mendoza, Argentina]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0123-37692024000300008&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen. El actual régimen agroalimentario corporativo y neoliberal está reconfigurando activamente la geografía mundial de la vitivinicultura que conocíamos hasta el momento. La creciente competencia internacional exacerba las estrategias regionales de distinción de los productos y sus mecanismos de patrimonialización. Así lo demuestra la proliferación de dispositivos de normalización y delimitación de zonas productivas. Más allá de las querellas intercontinentales que han suscitado en el pasado, en la actualidad se revelan conflictos y tensiones entre escalas, entrelazando acelerada y frágilmente actores y territorios en la conformación de lugares vitivinícolas que necesitan ser delimitados y reconocidos institucionalmente. En este trabajo analizamos las disputas por la definición de la indicación geográfica del Paraje Altamira en el oasis del Valle de Uco en Mendoza, Argentina, con el fin de desentrañar las estrategias de legitimación desplegadas por actores empresariales, científicos y estatales, y las relaciones de poder que se establecen entre ellos en el marco de la territorialización vitivinícola corporativa. El diagnóstico de este caso de estudio nos permitirá valorar críticamente la emergencia de otras nuevas iniciativas similares que dieron lugar a una compleja y jerárquica producción de escalas.<hr/>Abstract. The current corporate and neoliberal agri-food regime is actively reconfiguring the global geography of winemaking as we have known it up to now. Growing international competition is exacerbating regional strategies for distinguishing products and their patrimonialization mechanisms. This, evidenced by the proliferation of standardization and delimitation of production zones. Beyond the intercontinental quarrels that have arisen in the past, conflicts and tensions between scales are revealed, rapidly and fragilely intertwining actors and territories in the conformation of winegrowing places that need delimitation and institutionally recognized. In this paper we analyse the disputes over the definition of the Geographical Indication of Paraje Altamira in the oasis of the Uco Valley in Mendoza, Argentina in order to unravel the legitimization strategies deployed by business, scientific and state actors, and the power relations established between them in the framework of corporate wine territorialization. The analysis of this case study will allow us to critically assess the emergence of other similar initiatives that gave rise to a complex and hierarchical production of scales.<hr/>Resumo. O atual regime agroalimentar corporativo e neoliberal está remodelando ativamente a geografia global da produção de vinho como a conhecemos até agora. A crescente concorrência internacional está exacerbando as estratégias regionais de distinção de produtos e seus mecanismos de patrimonialização. Isso é demonstrado pela proliferação de mecanismos de padronização e pela delimitação de zonas de produção. Além das disputas intercontinentais que surgiram no passado, os conflitos e as tensões entre escalas, agora são revelados, entrelaçando rápida e fragilmente atores e territórios na formação de locais de produção de vinho que precisam ser delimitados e reconhecidos institucionalmente. Neste artigo, analisamos as disputas sobre a definição da Indicação Geográfica de Paraje Altamira, no oásis do Valle do Uco, em Mendoza, Argentina, no intuito de desvendar as estratégias de legitimação utilizadas por atores empresariais, científicos e estatais, somando as relações de poder estabelecidas entre eles, no âmbito da territorialização do vinho corporativo. O diagnóstico desse estudo de caso nos permite avaliar criticamente o surgimento de outras novas iniciativas semelhantes que deram origem a uma produção complexa e hierárquica de escalas. <![CDATA[From Vineyard to Label: The Evolution of Wine Label and Advertisement Design in the 1960 in Mendoza, Argentina]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0123-37692024000300009&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen. En este artículo se pretende indagar sobre las modificaciones y transformaciones en el diseño de etiquetas de vino y su protagonismo en publicidades a la luz del incremento inédito en la producción y consumo de vino en la década de los sesenta en la provincia de Mendoza, Argentina. En el período que abordamos, entre los años 1958 a 1970, este fenómeno se vio fortalecido por estrategias de promoción, tanto empresariales como estatales. En forma simultánea, esta época vio nacer la conformación del diseño como campo disciplinar en la provincia, por lo que tratamos de verificar si el diseño de las etiquetas recibió aportes de este nuevo campo disciplinar y en qué medida reflejó los cambios en el sector vitivinícola. Para ello, además de la bibliografía existente, consultamos repositorios y colecciones de etiquetas, así como revistas de la época, y en nuestro análisis privilegiamos la publicación Vinos, Viñas y Frutas, órgano de difusión de la Asociación Vitivinícola Argentina.<hr/>Abstract. This article aims to investigate the modifications and transformations in the design of wine labels and their prominence in advertising considering the unprecedented increase in wine in the sixties in the province of Mendoza, Argentina. In that period we are addressing, between 1958 and 1970, this phenomenon was strengthened by promotional strategies, both business and state. Simultaneously, this period saw the birth of Design as a disciplinary field in the province, so we tried to verify if the design of the labels received contributions from this new disciplinary field and to what extent it reflected the changes in the wine sector. To do this, in addition to the existing bibliography, we consulted repositories and label collections, as well as magazines of the time, and in our analysis, we privileged the publication Vinos, Viñas y Frutas, the dissemination organ of the Argentine Wine Association.<hr/>Resumo. Este artigo tem como objetivo investigar as modificações e transformações no design de rótulos de vinho e sua proeminência na publicidade à luz do aumento sem precedentes na produção e o consumo de vinho na década de 1960 na província de Mendoza, Argentina. Durante o periodo em questão, de 1958 a 1970, esse fenômeno foi fortalecido por estratégias promocionais, tanto corporativas quanto estatais. Simultaneamente, esse período viu o surgimento do Design como um campo disciplinar em nossa província, então buscaremos determinar se o design de rótulos se beneficiou de contribuições desse novo campo disciplinar e em que medida refletiu as mudanças na indústria vitivinícola. Para isso, além da literatura existente, consultamos repositórios e coleções de rótulos, bem como revistas da época, dando particular importância à publicação Vinos, Viñas y Frutas, órgão de divulgação da Associação de Viticultura Argentina. <![CDATA[The "good taste" between the quantitative and qualitative model. Relevant social groups in Mendoza viticulture (1960-1990)]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0123-37692024000300010&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen. A partir de la década de 1960, en la provincia de Mendoza, se establecieron políticas económicas público-privadas que fueron la base necesaria para el cambio tecnológico que consolida la reestructuración vitivinícola en 1990. El modelo productivo cuantitativo que comercializaba uvas y vinos comunes de altos rendimientos fue atravesado por una transformación global del mercado del vino, por la creación de instituciones para controlar la genuinidad de vinos y por la caída del consumo, así como por el impacto de una prolongada y profunda crisis de sobreproducción (1978-1990). Estos aspectos estimularon la reorientación de algunos productores hacia el mercado internacional y al nuevo paradigma de calidad que se estaba desarrollando en otros países, basado en uvas y vinos varietales. Son estrategias de grupos sociales relevantes (públicos y privados) que establecieron como innovación la exportación de vinos finos asociados al buen gusto como solución a la crisis de sobreproducción.<hr/>Abstract. In the province of Mendoza, specifically since the 1960s, public and private economic policies were established that could be considered the origins of the technological change that consolidated the wine restructuring in 1990. The quantitative production model that marketed common high-yield grapes and wines was affected by a global transformation of the wine market, the creation of institutions to control the authenticity of wines, the drop in consumption, and the impact of a prolonged and deep crisis of overproduction (19781990). These aspects stimulated the reorientation of some producers towards the international market and the "quality" paradigm, based on fine grapes and wines. They are strategies of Relevant Social Groups (public and private) that established as an innovation the export of fine wines associated with "good taste" as a solution to the crisis of overproduction.<hr/>Resumo. Na província da Mendoza, especificamente a partir da década de 1960, foram estabelecidas políticas económicas público-privadas que podem ser consideradas as origens da mudança tecnológica que consolidou a reestruturação vitivinícola em 1990. O modelo quantitativo de produção que comercializou uvas e vinhos comuns de alto rendimento foi afectado por uma transformação global do mercado vitivinícola, pela criação de instituições para controlar a autenticidade dos vinhos, pela quebra do consumo, bem como pelo impacto de uma crise prolongada e profunda de superprodução (1978-1990). Estes aspectos estimularam a reorientação de alguns produtores para o mercado internacional e para o paradigma da "qualidade", baseado em boas uvas e bons vinhos. São estratégias de Grupos Sociais Relevantes (públicos e privados) que estabeleceram como inovação a exportação de vinhos finos associados ao "bom gosto" como solução para a crise da superprodução. <![CDATA[Global warming returns vineyards to Polish lands]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0123-37692024000300011&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen. Polonia no es un país que cualquiera asociaría con la cultura del vino y los paisajes vinícolas, aunque no fue así en el pasado. Hasta finales de la época medieval europea, en el sur y suroeste de las tierras de la Polonia contemporánea, los viñedos eran un rasgo frecuente del paisaje cultural1 y el vino, independientemente del autoconsumo, era un lucrativo objeto de comercio con los países escandinavos (sin competir con los países mediterráneos). La Pequeña Edad de Hielo y las guerras, seguidas de la repartición de Polonia entre vecinos poderosos: Rusia, Prusia y Austria-Hungría, y una política socialista de planificación centralizada, acabaron con la producción de vino en Polonia. Hoy asistimos a un renacimiento de la producción nacional de vino y a la expansión de los viñedos a una escala sin precedentes. También asistimos al regreso de los paisajes vinícolas a tierras polacas. Las razones de este retorno a tradiciones casi olvidadas son complejas. En el presente texto intentaremos esbozarlas, aunque cada vez está más claro que el calentamiento global está desempeñando un papel importante en el cambio del mapa vitivinícola del mundo. El cambio del clima está perjudicando a muchos cultivos, pero la vid en Polonia goza de su favor.<hr/>Abstract. Poland is not a country that anyone would associate with wine culture and wine landscapes, although this was not the case in the past. Until the end of the European medieval period, in the south and southwest of the lands of contemporary Poland, vineyards were a frequent feature of the cultural landscape and wine, regardless of self-consumption, was a lucrative object of trade with the Scandinavian countries (without compete with Mediterranean countries). The Little Ice Age and wars, followed by the partition of Poland between powerful neighbors: Russia, Prussia and Austria-Hungary, and a socialist policy of central planning, put an end to wine production in Poland. Today we are witnessing a renaissance of national wine production and the expansion of vineyards on an unprecedented scale. We are also witnessing the return of wine landscapes to Polish lands. The reasons for this return to almost forgotten traditions are complex. In this text we will try to outline them, although it is increasingly clear that global warming is playing an important role in changing the wine map of the world. The change in climate is harming many crops, but the vine in Poland is in favour.<hr/>Resumo. A Polónia não é um país que alguém associaria à cultura do vinho e às paisagens vitivinícolas, embora tal não fosse o caso no passado. Até ao final do período medieval europeu, no sul e sudoeste das terras da Polónia contemporânea, a vinha era uma característica frequente da paisagem cultural e o vinho, independentemente do autoconsumo, era um objeto lucrativo de comércio com os países escandinavos (sem competir com os países mediterrânicos). A Pequena Idade do Gelo e as guerras, seguidas pela divisão da Polónia entre vizinhos poderosos: Rússia, Prússia e Austria-Hungria, e uma política socialista de planeamento central, puseram fim à produção de vinho na Polónia. Assistimos hoje a um renascimento da produção vitivinícola nacional e à expansão da vinha numa escala sem precedentes. Assistimos também ao regresso das paisagens vinícolas às terras polacas. As razões deste regresso a tradições quase esquecidas são complexas. Neste texto tentaremos delineá-los, embora seja cada vez mais claro que o aquecimento global está a desempenhar um papel importante na mudança do mapa vitivinícola mundial. A mudança climática está a prejudicar muitas culturas, mas a vinha na Polónia está a favor. <![CDATA[Reseña de Alcides Beretta Curi (director) y Gonzalo Vicci Gianotti (coordinador). <em>Historia de la viña y el vino de Uruguay. Tomo 4. El viñedo y el vino, una perspectiva desde la imagen (1870-1930).</em> Montevideo: Universidad de la República, 2022]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0123-37692024000300012&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen. Polonia no es un país que cualquiera asociaría con la cultura del vino y los paisajes vinícolas, aunque no fue así en el pasado. Hasta finales de la época medieval europea, en el sur y suroeste de las tierras de la Polonia contemporánea, los viñedos eran un rasgo frecuente del paisaje cultural1 y el vino, independientemente del autoconsumo, era un lucrativo objeto de comercio con los países escandinavos (sin competir con los países mediterráneos). La Pequeña Edad de Hielo y las guerras, seguidas de la repartición de Polonia entre vecinos poderosos: Rusia, Prusia y Austria-Hungría, y una política socialista de planificación centralizada, acabaron con la producción de vino en Polonia. Hoy asistimos a un renacimiento de la producción nacional de vino y a la expansión de los viñedos a una escala sin precedentes. También asistimos al regreso de los paisajes vinícolas a tierras polacas. Las razones de este retorno a tradiciones casi olvidadas son complejas. En el presente texto intentaremos esbozarlas, aunque cada vez está más claro que el calentamiento global está desempeñando un papel importante en el cambio del mapa vitivinícola del mundo. El cambio del clima está perjudicando a muchos cultivos, pero la vid en Polonia goza de su favor.<hr/>Abstract. Poland is not a country that anyone would associate with wine culture and wine landscapes, although this was not the case in the past. Until the end of the European medieval period, in the south and southwest of the lands of contemporary Poland, vineyards were a frequent feature of the cultural landscape and wine, regardless of self-consumption, was a lucrative object of trade with the Scandinavian countries (without compete with Mediterranean countries). The Little Ice Age and wars, followed by the partition of Poland between powerful neighbors: Russia, Prussia and Austria-Hungary, and a socialist policy of central planning, put an end to wine production in Poland. Today we are witnessing a renaissance of national wine production and the expansion of vineyards on an unprecedented scale. We are also witnessing the return of wine landscapes to Polish lands. The reasons for this return to almost forgotten traditions are complex. In this text we will try to outline them, although it is increasingly clear that global warming is playing an important role in changing the wine map of the world. The change in climate is harming many crops, but the vine in Poland is in favour.<hr/>Resumo. A Polónia não é um país que alguém associaria à cultura do vinho e às paisagens vitivinícolas, embora tal não fosse o caso no passado. Até ao final do período medieval europeu, no sul e sudoeste das terras da Polónia contemporânea, a vinha era uma característica frequente da paisagem cultural e o vinho, independentemente do autoconsumo, era um objeto lucrativo de comércio com os países escandinavos (sem competir com os países mediterrânicos). A Pequena Idade do Gelo e as guerras, seguidas pela divisão da Polónia entre vizinhos poderosos: Rússia, Prússia e Austria-Hungria, e uma política socialista de planeamento central, puseram fim à produção de vinho na Polónia. Assistimos hoje a um renascimento da produção vitivinícola nacional e à expansão da vinha numa escala sem precedentes. Assistimos também ao regresso das paisagens vinícolas às terras polacas. As razões deste regresso a tradições quase esquecidas são complexas. Neste texto tentaremos delineá-los, embora seja cada vez mais claro que o aquecimento global está a desempenhar um papel importante na mudança do mapa vitivinícola mundial. A mudança climática está a prejudicar muitas culturas, mas a vinha na Polónia está a favor.